Trump diz "não" a transmissão anunciada da execução por fuzilamento

Trump diz "não" a transmissão anunciada da execução por fuzilamento

O presidente norte-americano, Donald Trump, revelou que a execução de Nidal Malik Hasan, condenado à morte em 2013, não será transmitida em direto como havia sido anunciado. Os familiares das 13 vítimas do atirador podem, no entanto, assistir pessoalmente à concretização da pena.

Nicole Russo - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Reuters

“Transmitir a execução para que todos a vissem poderia ser um poderoso meio de dissuasão para que o mundo testemunhasse como os Estados Unidos lidam com terroristas. No entanto, muitas pessoas honestas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer”, escreveu na rede Truth Social.

Ainda assim, Donald Trump reconhece que os familiares diretos das vítimas “merecem testemunhar justiça” e poderão assistir ao fuzilamento, como é habitual, ao contrário do resto do mundo.


A intenção havia sido anunciada, no início deste mês, pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, provocando uma onda de indignação e de alertas para o risco de radicalização nos Estados Unidos. 

Hegseth defendia a urgência da medida para que todos conhecessem as “consequências graves neste tipo de atos”.

O vice-presidente, JD Vance, já tinha sugerido que “não sabia” se a decisão de transmitir a execução em direto seria implementada, na sequência do posicionamento de analistas e observadores internacionais que levantaram as primeiras dúvidas quanto ao plano do Pentágono.

Hasan representava o exército norte-americano, quando, em 2009, matou 13 pessoas a tiro e feriu outras 30, num ataque levado a cabo na base militar de Fort Hood, no Texas. 

Foi condenado à pena de morte quatro anos depois após o homicídio e será executado a 3 de dezembro.
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